Com 95 anos, “mochileiro mais velho do mundo” começa viagem pela Europa

O australiano Keith Wright começou a “mochilar” ao 85 anos, logo após a morte de sua esposa.

Keith Wright é um aposentado australiano de 95 anos e, no fim deste mês, começará a fazer uma viagem “mochileira” de dois meses pela Europa. Ele foi descrito em uma reportagem publicada hoje (10) pelo jornal britânico “The Telegraph” como “o mochileiro mais velho do mundo”, provando que não há idade para se enfrentar a estrada de modo aventureiro.

De acordo com a matéria, Wright começou a “mochilar” aos 85 anos, logo depois que sua esposa faleceu. Em sua primeira viagem, ele cruzou de ônibus toda a Turquia. Logo depois, embarcou em uma jornada pelos países do Leste Europeu. Agora, nessa próxima empreitada, ele pretende viajar para Espanha, Alemanha, Áustria e Grã-Bretanha.

“Eu vejo coisas que a maioria dos turistas não conhece, pois fujo dos pontos turísticos e estou sempre tomando ônibus e trens para me locomover”, conta Wright. “A maioria das pessoas que conheço se surpreende ao saber minha idade e perceber que eu venho de um lugar tão distante como a Austrália”.

Seguindo a realidade dos mochileiros, Wright também afirma que viaja com pouco dinheiro e muitas vezes acaba dormindo em hostels – estabelecimentos que também são conhecidos como “albergues da juventude”.

O australiano tem organizado suas viagens com os profissionais da agência “Round the World Experts”, que afirmaram ao Telegraph nunca haver visto um mochileiro com a idade de Wright.

Montando a Mochila


Quando se trata de preparar a mochila para cair no mato também vale a velha máxima: menos é sempre mais! Além do peso, fique atento ao conforto, equilíbrio e praticidade e encare suas trilhas sem medo do perrengue.

O prazer de uma boa travessia é inversamente proporcional ao peso da sua mochila. Essa é uma verdade quase inquestionável para os trekkers. Mais do que evitar o excesso de peso, no entanto, saber distribuir os equipamentos de forma equilibrada e estratégica ajuda a tornar a caminhada muito mais prazerosa. O aprendizado vem com a experiência, mas algumas dicas podem facilitar e evitar os deslizes de principiantes.

A primeira regra é que cada grama que conseguir tirar da bagagem é essencial, as outras dicas vêm em ordem alfabética: acesso, balanço, compressão e discrição.

ACESSO

O acesso aos materiais que precisará retirar durante o dia deve ser fácil, evitando que tenha que desmontar toda a mochila para pegar um objeto.

No fundo da mochila: comece montando a mochila com os equipamentos que só vai utilizar no acampamento, como o saco de dormir, barraca, roupas extras, utensílios de cozinha e a comida para o jantar.

Por perto: os primeiros socorros, o celular ou rádio e a capa de chuva (se o tempo não estiver limpo) são itens que provavelmente você não utilizará, mas é bom manter por perto, no corpo da mochila.

À mão: por último, guarde os itens que devem ficar acessíveis. Esses englobam mapa, bússola, cantil, protetor solar, máquina fotográfica e o lanche do dia. Parece que vai chover? Então a capa de chuva entra nesta categoria. Lembre-se que a garrafa de combustível, caso tenha uma, deve ser guardada na vertical abaixo do nível da comida, ou num dos bolsos externos; assim, se ocorrer algum vazamento, a comida não será contaminada. Os pequenos itens como escova, pasta de dente e canivete cabem nos bolsos laterais ou superiores. Esses bolsos também são ótimos para colocar uma barra de cereal ou chocolate, para um rápido lanche a qualquer momento do dia.

BALANÇO

Mantenha o máximo possível dos itens pesados próximo às costas. Carregar uma mochila fica mais fácil quando o peso está alinhado ao seu corpo. Preste atenção na posição desse peso. Com muito peso no topo da mochila, você perde o equilíbrio; muito peso na base da mochila e você fará um esforço adicional, inclinando-se à frente para balanceá-la. Tenha em mente também o balanço lateral, evitando colocar muito peso apenas num dos lados.

COMPRESSÃO

O segredo é comprimir tudo dentro da mochila e/ou dentro dos equipamentos, sem deixar espaços vazios. Guarde o fogareiro e algumas comidas dentro das panelas. Coloque a capa de chuva ao redor de outros itens para preencher qualquer espaço vazio e assim por diante.

DISCRIÇÃO

Uma mochila discreta é aquela onde não se vê item pendurado do lado de fora. Se os equipamentos estão dentro da mochila, as chances de perder, molhar ou quebrar são mínimas!

Mochila nas costas

Para evitar lesões ao colocar a mochila às costas, são necessários alguns cuidados. A maior parte do peso da mochila deve ser suportada pelos quadris e é sobre eles que a barrigueira deve ser apoiada. Se, ao final do dia, seus ombros estiverem doloridos, é porque o peso não foi distribuído corretamente nos quadris.

Planejando

Para melhorar sua organização, crie uma lista com todos os seus equipamentos e faça anotações após cada viagem sobre o que serviu, o que não serviu e sobre o que usou ou não. Na próxima viagem esta lista servirá como guia e, ao longo do tempo, você juntará informações e experiências suficientes para escolher apenas o necessário. Lembre-se: menos é sempre mais.

Via Extremos

Pizzas no camping

Já pensou em comer deliciosas pizzas enquanto acampa? E já que a pizzaria não entrega lá no alto da montanha ou naquele camping no meio do nada, que tal preparar suas próprias pizzas? Com ingredientes fáceis e muito rápido você pode fazer um delicioso banquete como nunca imaginou!

O primeiro passo é improvisar seu “forno”. Aproveitando a dica do Lex, do Blogus, da para fazer as pizzas no vapor. A massa fica bem macia. Porém, se você  achar que fica um pouco úmida. Então, depois do queijo estar derretido passe por uma frigideira antiaderente, por alguns minutinhos, só para secar a massa e ficar mais crocante.

A grelha improvisada é uma grade para ventilador, que fica na saída de ar da fonte de um computador (como mostra a foto abaixo), mas você pode improvisar com o que a sua imaginação mandar e com o que tiver em mãos. Até mesmo duas facas apoiadas na panela fazem as vezes de grelha para assar a massa e derreter o recheio. Coloque uns dois dedos de água na panela, espere ferver e está pronto para ser usado.

Separe algumas massas de mini-pizza semi prontas, que são encontradas em vários supermercados e guarde num pote plástico, para que elas não amassem ou quebrem no transporte. Se bem guardadas duram vários dias na mochila.

Leve também uma caixinha (nada de latas hein!) de extrato de tomate. As marcas Arisco e Quero tem uma embalagem com apenas 140g que é bem pequena, cabe em qualquer cantinho da mochila, muito prática e dá pra cobrir muitas pizzas.

Espalhe o molho com uma colher e as pizzas estão prontas para receber o recheio de sua preferência. Não esqueça de colocar naquele potinho de “kinder-ovo” um punhado de orégano.

O queijo mussarela também se conserva bem alguns dias fora da refrigeração e se você for acampar num lugar mais frio, melhor ainda. Tire algumas lascas do queijo (não é necessário ralar nem fatiar direitinho), coloque na massa com o molho e polvilhe orégano. Leve para a grelha com água fervendo na panela e assim que o queijo derreter está pronta.

Ou você pode passá-la pela frigideira, se quiser uma massa mais sequinha e crocante.  Regule o fogareiro com a chama bem baixinha, para não queimar a pizza e deixe por poucos minutos.

Uma ótima opção de recheio, que também é muito prática e saborosa é o tomate seco. Leve-o desidratado (como fazer tomate seco) e na hora de usar deixe-o de molho na água morna por alguns minutos, depois de hidratado jogue a água fora, escorra, despeje um pouco de azeite (que pode ser levado em sachê ou numa garrafa pet pequena) e deixe por mais alguns minutos.

Molho, mussarela, o tomate seco previamente hidratado e orégano e você terá uma pizza deliciosa, feita em poucos minutos.

A variedade de recheios é muito grande, solte a sua imaginação. Diversos tipos de queijos duros (que tem uma boa durabilidade), cogumelos, linguiça calabresa (como na primeira foto), muitos sabores de Polenguinho (cheddar, gorgonzola, requeijão, provolone, gruyère), azeitonas.

Abaixo uma pizza de mussarela de búfala com shimeji (que foi levado na mochila desidratado e colocado de molho na água morna, assim como o tomate seco, para hidratar, depois foi direto para a pizza). Saborosíssima!

Como vocês podem ver as opções são muitas. Teste ingredientes de sua preferência, opte sempre pelos mais leves e de boa durabilidade sem refrigeração.

Para encerrar esse texto e dar água na boca uma pizza doce para a sobremesa. Essa foi feita com “nucita” (creme de chocolate com avelã, que vem em embalagem individual, perfeito para carregar na mochila) e um bombom Ouro-Branco esmigalhado.

Mas você também pode fazer com nutella, pedaços de chocolate + castanhas ou amêndoas quebradas, doce de leite cremoso, confeitos de chocolate (como granulado ou M&M), coco ralado, queijo com goiabada, etc.

Via Cozinha na Mochila

Como Fazer Carne de Sol

Variar o cardápio é sempre bom. Quem não gosta de comer uma comidinha nova? Mas, e as ideias para fazer um prato novo? As receitas que parecem ser as mais gostosas são as mais complicadas e dá aquela preguiça de fazer e, principalmente, aquele medo de estragar tudo. Então sempre mantemos o mesmo arroz e feijão de sempre. Já pensou em aprender a fazer carne de sol? É um prato pouco conhecido, mas muito saboroso, além de ser fácil de fazer. Se estiver em dúvida para o prato do final de semana a melhor escolha é essa aqui.

1. A carne. Para se fazer uma boa carne de sol, é necessário que você escolha uma carne de boa qualidade, como picanha, maminha, contra-filé, coxão mole ou alcatra. E para o preparo desta receite utilize sempre o sal fino, pois o processo fica mais rápido e o gosto da carne muito melhor. Lembrando que a carne tem que ter, pelo menos, 3 a 4cm de espessura.

2. Preparo. Coloque o pedaço de carne em um recipiente e espalhe o sal fino por cima da carne. Vire e repita o mesmo processo do outro lado da peça. Após fazer isso cubra o recipiente com um pano e espere 12 horas. Passadas essas 12 horas, pegue os pedaços de carne e pendure-os em um varal, na sombra e deixe por aproximadamente 48 horas. Deixar a carne no sereno é melhor ainda. Uma dica é cobri-las, pelo menos, de manhã para evitar moscas e poeira. Depois dessas 48 horas a carne estará pronta e será perceptível a sua mudança de cor. Ela ficará mais escura do que as carnes cruas normais. Você pode conservá-la na geladeira.

Agora você já tem um prato diferente para fazer e que não dará trabalho nenhum. Lembre-se sempre de quando for utilizar a carne, lave-a muito bem para retirar o excesso do sal e deixe um pouco de molho no leite. Isso fará com que ela fique mais macia. Outra dica é quando for fritá-la não deixar muito tempo no fogo, pois ela pode ficar muito dura. Portanto quando perceber que ela já ficou um pouquinho dourada, já pode retirar do fogo.

Como Fazer Tomate Seco

Normalmente, a ideia de alimentos secos não traz à mente uma refeição espetacular. No entanto, uma quantidade relativamente pequena de tomates secos dá um toque gourmet e uma explosão de sabor em uma variedade de receitas. Fácil de fazer, armazenar e usar em casa, este é um item que você pode querer considerar ter em sua despensa. O processo básico de fazer tomate seco é bastante fácil. A maioria prefere começar com tomates de tipo italiano, já que há menos sementes e uma maior proporção de carne, mas você pode usar qualquer tipo de tomate, incluindo o tipo cereja.

Fevereiro é período de safra de tomates. Em dias de verão quando você muitas vezes diz: “que forno está lá fora!”, use esse “forno” natural para secar os tomates, ou se preferir, uso o forno na cozinha.

1. Seque o tomate ao sol. Basta cortar os tomates em quatro partes iguais, se forem grandes, ou ao meio se forem pequenos, colocar uma grelha sobre um tabuleiro fundo e os tomates sobre a grelha, polvilhe ligeiramente com sal e ervas,  e coloque no sol quente até secar. Dependendo das suas condições de tempo, isso pode demorar de quatro dias a duas semanas.

Cubra os tomates com uma gaze levantada de modo que não toquem os tomates, isso é para manter os tomates livres de qualquer inseto e para uma ventilação adequada. Você também vai precisar colocá-los para dentro durante noite, para que o orvalho da noite não estrague a secagem. Planeje em 10 tomates padrão para obter mais ou menos 30 gramas de tomates secos.

2. Seque os tomates no forno. Pré aqueça o forno a 100 graus C ou a configuração mais baixa possível. Retire as prateleiras do forno. Corte e descarte as extremidades dos tomates. Corte os tomates ao meio verticalmente. Colocá-los com o corte virado para cima, lado a lado e transversalmente nas grelhas do forno. Não deixe os tomates tocar um ao outro.

Polvilhe levemente com sal grosso. Asse até que os tomates tornem-se enrugados e com aparência seca. Isso levará de 6 a 12 horas. Cheque os tomates ao longo do tempo: eles devem permanecer bastante flexíveis. Uma vez seco, remova os tomates do forno e deixe esfriar completamente. Tomates menores secarão mais rapidamente do que as maiores. Remover cada tomate do forno, à medida que forem secando.

Dica: você pode guardá-los em potes de vidro adicionando azeite e pedaços de alho.